e-Curso de Linguagem Corporal 1
Produzido por Patryk Wezowski
Adaptado por António Sacavém
e-Curso Linguagem Corporal – 1º sessão: Introdução ao aperto de mãoObrigado por se ter inscrito neste programa. Vai adquirir um conhecimento relevante acerca da Linguagem Corporal, através da informação e dos exercícios práticos que irá receber, semanalmente, durante os próximos 2 meses. Este programa é uma introdução fascinante ao mundo da Linguagem Corporal. Esta formação está ancorada no que de melhor a ciência nos pode ensinar, sobre Linguagem Corporal. No decorrer destes 2 meses, em cada uma das sessões, vai ter contato com um conjunto diversificado de Gestos e Posturas. É importante que, na vida real, interprete esses movimentos, sempre, dentro do contexto onde estão inseridos. Por exemplo, ter os braços cruzados ao nível do peito numa reunião, pode significar que está na defensiva relativamente ao que está a acontecer. Não obstante, num dia de inverno, alguém que está sentado na paragem de autocarro, de braços cruzados, pode significar, simplesmente, que está com frio. A primeira noção que deve absorver, quando falamos de Linguagem Corporal, é a de “contextualizar”. Em situações de grande stress, como uma entrevista de emprego, uma apresentação em público, ou um interrogatório, é possível que a pessoa manifeste sinais de mentira, simplesmente porque está nervosa (e não porque esteja, propriamente, a falsificar informação). É importante que a interpretação da Linguagem Corporal seja realizada em situações, em que a pessoa está com um nível normal de stress. Numa entrevista ou num interrogatório, por exemplo, é necessário que o entrevistador, ou quem está a liderar a conversa, coloque a pessoa à vontade, num estado de tranquilidade. A “calibração” é, por isso, outra das competências que é necessário desenvolver. É importantíssima na interpretação das posturas corporais. Calibrar trata-se de avaliar qual é o registo normal de uma determinada pessoa, num contexto particular. Por exemplo, quando uma pessoa é atacada verbalmente, é expectável que manifeste, através do seu corpo, uma postura defensiva e fechada. Isto não significa que a pessoa seja introvertida ou tímida trata-se, tão somente, de uma reação normal a um ataque. Existem pessoas que revelam, habitualmente, Microexpressões de tristeza, o que pode apontar para a existência de algo no seu passado por resolver, e que lhe continua a causar sofrimento. Repare, neste caso, a pessoa manifesta tristeza através das suas expressões faciais, não por alguma coisa que você lhe tenha dito no momento mas, simplesmente, porque é o seu registo habitual. É indispensável, desta forma, para alguém que quer analisar a Linguagem Corporal de alguém, que calibre o registo normal da pessoa e, com base nesse ponto de referência, comece a sua interpretação. Se tiver que escolher entre aquilo que o corpo de alguém lhe diz e as palavras, escolha o corpo! Se vir um copo partido na cozinha e perguntar, de imediato, ao seu filho: “quem partiu o copo?”; e se ele responder: “eu não fiz isso…” e levar as mãos à boca, em que vai acreditar? Nas palavras ou na linguagem corporal? O corpo revela a verdade do que a pessoa pensa e sente, e as crianças, em especial, são muito genuínas. Conheça as mãos As posições das mãos:
Figura 2: Mão aberta com a palma virada para baixo A palma da mão virada para baixo é um sinal de posição dominante, que lhe confere uma autoridade instantânea. Um professor, por exemplo, pode retirar grande utilidade deste gesto, quando necessita de recuperar o controlo da turma. Se o seu chefe utilizar este movimento quando lhe está a pedir para terminar o “tal” relatório, é melhor que o leve a sério!
Figura 3: Apontar o dedo Tenha cuidado com este gesto. Apontar o dedo não causa uma impressão positiva e revela agressividade. Se quer identificar uma pessoa, ou objeto, à sua volta, aponte com a mão aberta, tem um significado muito menos hostil. Se quer pontuar o que está a dizer, utilize o dedo indicador ligeiramente dobrado e a tocar no polegar. Aperto de mão: Se quer cumprimentar alguém com um aperto de mão dirija-se à pessoa de braço estendido. Tome sempre a iniciativa porque demonstra cordialidade e receptividade.
Figura 4: Aperto de mão submisso Neste caso, a pessoa do lado direito da fotografia está a transmitir uma atitude de submissão relativamente à outra, que tem a mão “por cima”
Figura 5: Aperto de mão neutro
Nesta foto, a pessoa da esquerda assumiu o controlo da conversa.
Suponha que um colaborador seu, numa reunião importante que você vai liderar, diante dos outros participantes, lhe dá um aperto de mão dominante. Isso pode minar a sua autoridade. Para evitar que isso aconteça, mantenha a calma, e coloque a outra mão no cotovelo ou no braço do seu interlocutor. Se preferir pode, em simultâneo, dar um ligeiro passo em frente. Esta tática, vai permitir-lhe reassumir o controlo da situação! Existem, ainda, pessoas que nos estendem uma mão frouxa e, outras, que nos apertam a mão como um alicate. Isto oferece-nos pistas sobre a personalidade da pessoa (mais submissa ou mais dominante). Exercícios para a próxima semana: Durante a próxima semana, esteja atento a cada aperto de mão que você dá. Escreva uma ou duas experiências que se destacaram. Na próxima semana … Como pode saber o que alguém pensa de si?
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