O alpinista espanhol Carlos Soria, de 86 anos, continua a conquistar oito mil: a vida após a aposentadoria se transformou em uma série de recordes


A história do espanhol Carlos Soria é uma prova viva de que a idade pode não ser um obstáculo, mas um incentivo adicional para alcançar objetivos. Aos 86 anos, ele continua a conquistar picos acima de oito mil metros e reescrever recordes mundiais. Seu último triunfo foi a subida a Manasla (8163 m), que já se tornou o décimo terceiro oitavo mil em sua coleção.

Soria escalou Manasla pela segunda vez, e o evento foi aplaudido não apenas na Espanha, mas em toda a comunidade Alpina. O espanhol tornou-se a pessoa mais velha a alcançar tais alturas. Agora, sua equipe está descansando e comemorando o sucesso no acampamento base, e o próprio Soria já está pensando em sua próxima tentativa — seu sonho de completar o projeto "14 oito mil" permanece aberto.



Soria não entrou no alpinismo como um adolescente, nem mesmo em sua juventude. Ele conquistou seu primeiro oitavo milésimo aos 51 anos, tornou-se Nanga Parbat (8125 m). Para muitos, seria a idade do fim da carreira, mas para o espanhol tudo estava apenas começando.

Quando se aposentou, aos 65 anos, teve tempo livre. E usou-o como as unidades sonham: começou a invadir ativamente os picos do Himalaia. Em duas décadas, ele conseguiu conquistar dez montanhas com mais de oito mil metros de altura. Entre eles está o famoso e insidioso k2, o pico que leva a vida até mesmo dos alpinistas mais experientes. Soria não foi impedida nem pelo perigo nem pelo ceticismo dos outros: K2 ele conquistou exatamente aos 65 anos.

Nem todas as tentativas do espanhol terminaram triunfalmente. Dois anos atrás, ao escalar Dhaulagiri (8.167 m), a uma altitude de mais de 7.000 metros, um Sherpa caiu sobre ele, o que levou a uma grave fratura de perna. Apesar da lesão, Soria conseguiu chegar ao acampamento de forma independente, de onde foi evacuado por um helicóptero. Para qualquer pessoa, tal história seria uma razão para abandonar o alpinismo, mas não para ele — depois de alguns meses ele voltou para as montanhas.

Hoje, a coleção Soria tem 13 dos 14 oito mil. O único pico não conquistado ainda é o mesmo Dhaulagiri, que o alpinista invadiu sem sucesso 15 vezes desde 1998. Para ele, esta montanha tornou-se um símbolo de perseverança e luta com seus próprios limites. Nos círculos de escalada, já se brinca que "Dhaulagiri espera apenas um encontro com Soria".

A história do espanhol lembra o mundo de outros recordistas. Em 2013, o japonês Yuichiro Miura escalou o Everest aos 80 anos, tornando-se o alpinista mais velho do mundo. Mas Soria foi mais longe: ele continua a invadir Não uma, mas todas as montanhas acima de 8000 metros, e faz isso em uma idade em que muitos de seus pares levam uma vida tranquila em uma cadeira de balanço.

Carlos Soria tornou-se um símbolo de coragem e inspiração para a nova geração de alpinistas. Sua história mostra que nunca é tarde demais para começar algo novo e definir metas ambiciosas. Para ele, a aposentadoria não foi o fim do caminho — pelo contrário, deu tempo para realizar um sonho de toda a vida.


Agora, o mundo do alpinismo está seguindo seus planos: Soria finalmente conquistará Dhaulagiri e se tornará a pessoa mais velha a completar o projeto "14 oito mil"? Se ele conseguir, seu nome ficará na história não apenas do espanhol, mas também do alpinismo mundial para sempre.